MAGUSTO DA VELHA 2020

26-12-2020 16:28

 

Relativamente ao evento Magusto da Velha, a Junta de Freguesia de Aldeia Viçosa vem por este meio informar:
 
Após um período de acompanhamento da evolução da pandemia, a Junta de Freguesia de Aldeia Viçosa decidiu, de forma responsável, não realizar o Magusto da Velha nos moldes em que, ancestralmente, se tem vindo a fazer. O Magusto da Velha é a festa dos ajuntamentos por excelência, em que o povo e os turistas se juntam no Adro para apanhar castanhas, para brindar com o vinho da Quinta do Ministro, para as tradicionais cavaladas e para os ajuntamentos de famílias e amigos. Como é do conhecimento público, o Governo e as entidades públicas de saúde proíbem os ajuntamentos.
 
No entanto, a Junta de Freguesia cumprirá com a "tradiçom" que ficou lavrada no Testamento, no qual a Velha, a Paróquia de Santa Maria de Porco (antiga designação toponímica de Aldeia Viçosa) e o Povo acordaram, há bem mais de meio século. Sob o lema "se o povo não pode ir à Velha, a Velha irá ao povo", a Junta de Freguesia, em colaboração com a Câmara Municipal da Guarda, irá levar a Velha a casa de cada um. Para tal, a Associação Hereditas e a autarquia farão um cortejo animado, em que a Velha levará, a cada domus, um castanhas e vinho para cumprir com a tradição. Caberá a cada um rezar o "Padre-nosso" pela alma da Velha. Assim, o Magusto da Velha de 2020 será, infelizmente, para "consumo interno", a bem da saúde de todos. A Junta de Freguesia tem sido contactada por várias agências de turismo do litoral para trazerem os seus clientes ao Magusto da Velha, mas as intenções têm sido reprovadas, ficando a promessa de que no próximo ano o evento regressará ainda mais forte. 
 
A Junta de Freguesia de Aldeia Viçosa tinha previsto um Magusto da Velha especial para este ano, com a revelação de descobertas surpreendentes, conseguidas na Torre do Tombo, sobre o Magusto da Velha e a sua benfeitora. Há documentação que sugere que o episódio que dá origem a esta tradição remonta ao século XIV. Recordamos que, em 1698, o Padre António Meireles, na sua função de recolher os "Usos e Costumes desta Paróquia", já testemunhava por escrito a existência do evento. Já nessa altura o nome da Velha se tinha perdido pela memória dos tempos, o que condiz com as teorias dos historiadores que situam o evento séculos antes desta data.
 
A Junta de Freguesia tinha também programado a homenagem a personalidades que, nos últimos anos, tinham feito bem à freguesia, ajudando a honrar o seu bom nome. Esta autarquia está crente que no próximo Magusto da Velha a pandemia terá sido vencida, e concretizará, então, estes dois objetivos. Graças às démarches que estão em curso, a Junta de Freguesia espera ainda apresentar algumas conclusões sobre a candidatura do Magusto da Velha a património imaterial, projeto que adstrito ao projeto da candidatura de "Guarda Capital Europeia da Cultural".
 
Com os melhores cumprimentos, enviamos votos de um excelente Natal e muita saúde,
 
Luís Prata
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